25 de janeiro de 2011

Ganhando a vida brincando!

Há um tempo, foi exibida no programa Globo Repórter (exibido na grande Rede Globo), uma matéria especial sobre um cara, que por nós pode ser considerado “o cara”. Ele faz inveja a praticamente todos os fãs do Playcenter, pelo fato de ser o responsável pela liberação dos brinquedos do parque. E como ele faz isso? Testando todos, é claro! Vamos relembrar essa matéria especial na íntegra:


Ganhando a vida brincando

Vicente Leonel Batista é técnico de manutenção. O dia de trabalho dele começa nas alturas, a 60 metros do chão. E lá vai Vicente! Aos 43 anos, mais parece uma criança. Haja fôlego. E pensar que todos os dias desse trabalhador começam desse jeito. Ele testa brinquedos em um parque de diversões em São Paulo.

"É muito bom. Eu gosto, sou radical. Nunca pensei que um dia fosse trabalhar nisso. Foi uma coincidência da vida", diz Vicente, que está há dez anos nesta profissão.

Vicente chega para trabalhar antes da abertura do parque. Ele é o técnico responsável pela manutenção dos equipamentos. Alguns brinquedos, como um simulador de queda livre, precisam de um teste ainda mais real. É quando o técnico que adora emoções fortes entra em ação.

"É como um passeio de bicicleta a 120 quilômetros por hora. Muito bom!", comemora Vicente, com o coração tranqüilo.

A tranqüilidade dele tem explicação: anos de experiência. E um segredo: Vicente sempre gostou de esportes radicais, fez até curso de pára-quedismo. "Eu trabalho oito horas por dia. Para mim, são oito horas de trabalho e diversão", diz.

O que para a maioria das pessoas é brincadeira, para Vicente é coisa muito séria. Mas na hora da diversão é ele quem garante que possamos testar com segurança nossos limites e sentir aquele friozinho na barriga.

Tremedeira e moleza são coisas que Vicente superou faz tempo. Com sol ou chuva, ele coloca uma roupa especial, cintos de segurança, luvas e sobe muito: 60 metros. Lá em cima, confere torres, cabos de aço. São dezenas de itens que fazem parte da lista que deve ser checada antes de a garotada chegar.

"Temos um procedimento chamado pelos técnicos de checklist. Comparamos os itens de acordo com o checklist. É mais ou menos como a verificação na aviação. Você checa todos os itens todos os dias", explica Vicente.

O salário, ele não diz, mas está dentro do mercado. "Você pode ser um técnico de manutenção em um parque, em uma montadora, em um hospital, em um shopping", observa. E o trabalho com manutenção garante a Vicente um bom emprego. Radical, como ele diria. E depois de descobrir essa vida, nem quer saber de outra. "Eu não mudaria de profissão. Estou feliz e acho que ganho o que devo ganhar", conclui.

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